5 de dezembro de 2010

maispalavrasinuteis

Não sei que caminhos faço, vou-me deixando levar,
não sei para onde vou,nem para que lugar…
Mergulhando num mar, incrivelmente extenso,
perdi os remos e também o bom senso…
Quero formatar o disco ,mas não tenho bases para isso ,
O vírus trespassou, meu pensamento apenas a ti é submisso...
Desde do primeiro dia, naquele sofá confidente e acolhedor
que eu soube, que não poderia sair disto sem dor…
Eu quis brincar com o fogo, então eu acabei mesmo por me queimar,
não sei qual era a dúvida, não tinha como enganar…

Ridículo, o espaço que ocupava, na tua supérflua e forçada agenda,
eu teria comprado o teu tempo, se ele estivesse à venda!
Medonhas, as saudades, desse olhar e doce sorriso
das tuas mãos calorosas e o perfeito SOM DO TEU RISO ...
Inúteis, nossos telefonemas
Apenas e só com música de fundo
Meus olhos forçam para não chorar,
mas as lágrimas surgem no primeiro segundo...

E depois do que tínhamos, a tua imagem e o teu nome,
foi tudo com o que fiquei ...
Depois de tudo o que passámos, Eu pago por tudo
o que em vão glorifiquei ...
Nunca conheci ninguém com palavras ,
Tão contraditórias as suas acções,
Uma postura tão desprendida ,

capaz de acabar com todas as minhas motivações...

Nesta nova etapa ,queria ter podido escolher
Em vez de anestesia local,uma geral
Pois afecto-me todos os órgãos
E consumiu-me com todo o seu mal…
Sinto a tua falta todo miserável dia ,eu seria incapaz de te matar por dentro
Recordo os mais puras recordaçoes e é a alegria que dispenso ...
Inexplicáveis momentos ,
toques inatingíveis,
magia sem fundamentos…
Dou por mim a pensar ,que não é aqui que pertenço
Sinto-me sem rumo ,não merecia infrutuoso sofrimento
Eu tento manter a sobriedade , mas nem sempre consigo,
o cérebro tem razão, mas com o meu coração contradigo…

Hoje e agora, prefiro acreditar que és um novo tu,
para continuar a amar o teu eu antigo,
assim perpetuou a tua imagem
e finjo que acredito no que digo...
Cinzas no ar, olhar insípido e mortificado
Alma mais que perdida ,corpo fracassado …
Agarro-me as folhas do caderno, é este mundo agora que me isola,
Tenho a alma cansada ,dedos doridos de tocar viola...
Perco-me entre ritmos e acordes,
esperançando que de vez em quando, de mim te recordes…
porque sao só recordaçoes ,que nus restam...
eu lutei tanto...eu lutei até ao fim
mas só agora,passado tanto tempo ,é que percebi ...


que tinha que gostar mais de mim do que de ti.






9 comentários:

  1. obrigada, tambem gosto bastante do teu, alias, vou seguir (:
    beijinho*

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  2. que querida :o trata-se de um elogio sim, mas pelo facto de estar realmente maravilhoso, e não por ser eu a dar-to :b

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  3. grande, grande post! **
    já agora, queria informar-te que fiz mudanças no meu blog, passando pelo endereço, e então todos os meus seguidores ficaram sem receber as actualizações.
    se não for pedir muito, pedia-te que voltasses a seguir-me! aqui está o novo link: http://sente-a-paz.blogspot.com
    obrigada :)

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  4. thanks! adorei este teu texto :) tens alma a escrever, gosto. vou seguir *

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